Homenagem ao mês da Mulher 

 

No dia 08 de março, aconteceu a celebração internacional pelo dia das mulheres, para nós essa celebração não deve durar apenas um dia, ou um mês, mas ser lembrada todos os dias.  

Afinal foram muitas as conquistas alcançadas, mas ainda há uma luta grande por melhores condições de trabalho, direitos sociais igualitários e diminuição dos índices de violência, principalmente contra as mulheres. 

A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto.   

Na década de 1970, o ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas. 

Ao longo dos anos muitas mulheres se destacaram nessa luta, mas hoje queremos relembrar algumas que tiveram um papel extremamente importante na Educação. 

Maria Teresa Mantoan 

A pedagoga brasileira dedica-se, nas áreas de pesquisa, docência e extensão na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao direito incondicional de todos os alunos à educação escolar de nível básico e superior de ensino. Uma das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoan é crítica convicta das chamadas escolas especiais. Oficial na Ordem Nacional do Mérito Educacional no Grau de Cavaleiro, recebeu reconhecimento a contribuição à educação no Brasil. 

Stefa Wilczynska 

Filha de família judia, a pedagoga foi influenciada pelos pensamentos da Escola Nova, que defende que a educação deve se basear nas experiências dos indivíduos e que as instituições de ensino devem deixar de ser meros locais de transmissão de conhecimentos para tornarem-se pequenas comunidades. Ao lado de Janusz Korczak, pedagogo referência na criação da “Declaração Universal dos Direito das Crianças”, Stefa criou um orfanato em Varsóvia (Polônia) que instituía uma República das Crianças, organizado sobre os princípios da justiça, fraternidade, igualdade de direitos e obrigações. O local contava com confortáveis salas de estar e de refeições, biblioteca e dormitórios claros. Entretanto, esse ambiente acolhedor foi perdido quando a Gestapo – a polícia política do Estado nazista -transferiu para uma pequena casa com quartos sujos, apertados e sem mobília. De lá, Korczak, Stefa e as 200 crianças foram levados para as câmaras de gás. 

Maria Montessori 

A primeira mulher a se formar em Medicina na Itália foi também responsável por criar um método educacional, que leva o seu nome, e é aplicado até hoje em escolas públicas e privadas de todo o mundo. Maria Montessori criou, em 1907, a primeira Casa dei Bambini, colocando em prática a teoria que visava uma “educação para a vida” e a formação integral dos indivíduos. A educadora acreditava que as crianças eram capazes de conduzir o seu próprio aprendizado, cabendo ao professor apenas acompanhar esse processo. Nesse sentido, a função da educação seria estimular um impulso interior que se manifesta no trabalho espontâneo do intelecto. A pedagogia se insere no movimento da Escola Nova ao se opor aos métodos tradicionais que não respeitam as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento de meninos e meninas. 

Rosa-María Torres 

A linguista, educadora e ativista social participou de movimentos em defesa de uma educação de qualidade e assumiu cargos importantes em organismos internacionais da área. Durante 22 anos, foi diretora pedagógica da Campanha Nacional pelo Letramento, no Equador, e após a Conferência Mundial de Educação para Todos em 1990, tornou-se assessora educacional da UNICEF em Nova York. Esteve à frente de programas para a América Latina e o Caribe na Fundação W.K. Kellogg (1996-1998), onde desenvolveu a iniciativa para o ensino fundamental denominada “Learning Community”, que levou para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e continuou a desenvolver na instituição, de 1998 a 2000. Em 2003, assumiu o ministério da Educação e Cultura do Equador. 

 

 Sabemos que são muitas as mulheres corajosas, que vão à luta pelos seus direitos e pelos direitos de todos, não só no passado, mas nos dias atuais. Somos gratos pelo trabalho de todas. E prestamos nossa homenagem nesse mês tão especial. 

Que essa luta persista, que possamos nos tornar cidadãos melhores a cada dia, respeitando e aceitando o outro com suas diferenças e estabelecendo direitos iguais. 

Independentemente de onde queremos chegar, o melhor caminho é a Educação!!! 

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