Curiosidades da tocha olímpica

Estamos vivendo um momento único no Brasil com a chegada dos Jogos Olímpicos, que acontecerão no Rio de Janeiro. Nesse contexto, o seu maior símbolo, a tocha olímpica, representa todo o poder e a glória deste momento. Em relação à sua história, sabe-se que o fogo sempre foi cultuado, isso já na Grécia Antiga. Conforme a mitologia grega, o titã Prometeu roubou o fogo de Zeus, o pai dos deuses. Este foi dado para os humanos e, como parte da celebração desta passagem do fogo, os gregos organizavam corridas de revezamento em que entregavam a tocha entre si até que o grande vencedor cruzasse a linha de chegada.

Com a realização das primeiras Olimpíadas em 776 a.C., os gregos honravam a Zeus e outros deuses, marcando uma época de paz em meio às guerras, uma declarada trégua sobre as batalhas. Assim, uma chama queimava por toda a Grécia e, em Olímpia, um altar era dedicado a Hera, a deusa da vida e do casamento, no qual a cada início de jogos, era acendida uma pira, simbolizando a pureza e paz que reinava. Quando os gregos pararam de realizar os Jogos Olímpicos, o revezamento de tochas e seu acendimento também parou. Apesar da primeira Olimpíada ter sido realizada, após este período de tempo, em 1896, o primeiro fogo olímpico somente apareceu novamente em 1928, em Amsterdã. Na época, o fogo ficou aceso na pira olímpica durante toda a competição. Já a corrida de revezamento da tocha somente passou a acontecer em 1936, em Berlim. Na ocasião, três mil pessoas a carregaram até o estádio, coincidindo com a festa de abertura do evento.

Seguindo até os dias atuais, o significado da chama olímpica conduz à pureza da Olimpíada, unindo o berço da competição na Grécia e as demais cidades que servem de sede para os jogos. Já o ritual simboliza o elo entre as competições da antiguidade e as de agora. Em relação às curiosidades, além das já citadas anteriormente, pode-se destacar que a tocha pesa hoje em torno de 1,5 kg e tem 69 cm de altura. Em 1952, ocorreu a primeira viagem da mesma de avião. Isso aconteceu durante os jogos de Helsinque na época da Guerra Fria. Na ocasião, os finlandeses optaram por sobrevoar o Leste Europeu com a mesma, temendo um possível ataque. Hoje, as pessoas podem comprar uma espécie de passe para levar a tocha por alguns metros. Porém, em 1992, a carioca Lara Leite de Castro, estudante de educação física e, na ocasião, com 19 anos, foi a primeira brasileira a participar de um revezamento e ter a honra de carregar a tocha olímpica. A competição aconteceu em Barcelona e oportunizou a quem participava do trajeto a compra de uma réplica da mesma no valor de 150 dólares.

Ainda, outra curiosidade e fato inédito aconteceu em 2000, nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália, quando a tocha foi levada debaixo d’água e ainda pelo espaço. Apesar dos boatos de que ela não apaga, existe sim a possibilidade de que a chama abrande, apesar dos esforços para que isso não aconteça. Por isso, são acesas lanternas juntamente com o fogo sagrado. Essas funcionam em caso de necessidade de substituição no caso de a chama apagar. Foi exatamente o que aconteceu em 2004 nas Olimpíadas de Atenas, na Grécia. Na ocasião, a única coisa que manteve as chamas acesas durante 15 horas foram as lanternas que possíiam combustível para que estas ardessem por todo o tempo.

Quem já está pensando na abertura, portanto, também precisa saber:  a chama olímpica é vigiada durante todos os momentos do dia. Além disso, a última pessoa que a irá levar e, consequentemente, acender a pira olímpica é sempre uma surpresa, uma vez que o segredo só é revelado alguns instantes antes do início oficial do evento.

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